Existe solução?

 

Quem nunca acordou após uma noite difícil de sono com a região abaixo dos olhos mais escura? As famosas e nada apreciadas olheiras são uma complicação dermatológica comum, mas que incomoda muito alguns pacientes.

Se elas são apenas situacionais, como no caso de privação de sono, a solução pode ser um corretivo na pigmentação correta para amenizá-las. Agora, se o quadro for crônico, a avaliação de um especialista é indispensável.

Sabendo que a causa é multifatorial, não existe um tratamento universal, de modo que cada tipo de olheira responde melhor a determinadas técnicas. Mas antes de falarmos dos procedimentos disponíveis, que tal conhecermos alguns fatores que influenciam o surgimento delas?

Genética: elas podem ser hereditárias e possuem maior incidência em árabes, indianos e latinos.

Vascularização: tabagismo, álcool, privação de sono, estresse, alergia, período menstrual e má alimentação são algumas condições que podem estimular o fluxo sanguíneo e dilatar os vasos na região.

Pele fina: com o passar dos anos, a pele tende a ficar mais fina, o que pode acentuar os vasos e, consequentemente, desencadear uma tonalidade mais roxeada na área.

Flacidez: a perda progressiva de colágeno na região contribui para o aparecimento de bolsas profundas ou sulcos palpebrais.

Pigmentação: neste caso, elas aparecem devido ao excesso de melanina e isso pode estar ligado à hereditariedade.

Mas aquela pergunta que não quer calar: “Qual ou quais os melhores tratamentos?”. Bom, antes de definir o melhor protocolo para o paciente, é preciso identificar o tipo de olheira e, posteriormente, planejar a conduta mais assertiva.

O laser, por exemplo, é mais indicado para melhorar o pigmento e flacidez. Já para o paciente com olheiras profundas, o preenchimento com ácido hialurônico altera o ângulo de incidência e reflexão da luz, o que garante a impressão de uma tonalidade mais clara. Com o tempo de recuperação um pouco mais lento, o peeling de fenol pode ser utilizado para atenuar a deposição de melanina no local.

Por outro lado, é muito comum que o paciente apresente mais de uma característica, como pigmentação e profundidade, de forma que o dermato precisará desenvolver um protocolo combinando de técnicas capazes de tratar cada peculiaridade da olheira.

Procure um especialista e descubra qual é a melhor conduta para o seu caso.