A pele, por ser o maior órgão do corpo humano e a região de contato do corpo com o mundo externo, pode apresentar algumas complicações ao longo da vida. Entre as doenças e infecções e inflamações, está a foliculite

Ela é considerada uma inflamação dos folículos pilosos e pode acometer qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. É claro que alguns fatores contribuem para o seu aparecimento e por isso é importante conhecer um pouco mais sobre ela.

Para auxiliar na identificação dos primeiros sinais da inflamação, a seguir será apresentado o conceito, assim como o surgimento, duração e os métodos de tratamentos existentes. 

O que é foliculite?

A foliculite pode ser entendida como uma inflamação dos folículos pilosos, que são estruturas minúsculas que demarcam e direcionam o crescimento dos pelos. O ser humano apresenta esta pequena estrutura em todo o corpo, com exceção da palma da mão, áreas que demarcam a transição entre mucosa e pele e também na sola dos pés. 

Por apresentar uma coloração avermelhada e um formato arredondado, muitas pessoas acabam confundindo o quadro com espinhas ou cravos. Uma forma de diferenciar é a presença de pelos na região, mas é claro que somente um profissional habilitado dará o diagnóstico correto. 

Por mais que ela tenha o poder de surgir por todo o corpo, algumas regiões são mais vulneráveis, como o rosto, nádegas, região genital, virilha, couro cabeludo e axilas. A princípio, a foliculite é considerada uma inflamação leve e de fácil tratamento, porém é importante que os cuidados necessários sejam tomados para que o quadro não evolua.

Saiba que em alguns casos a inflamação pode deixar cicatrizes e fazer com que a região perca definitivamente os pelos. O recomendado é sempre fazer uma análise visual do corpo, pois é possível que ela apareça em regiões pouco visíveis. 

Como surge a foliculite? 

As causas são diversas e uma das principais é a infecção pelo Staphilococcus aureus (estafilococos). Ele é uma bactéria que se aloja na pele e faz com que a região dos folículos fique inflamada, mas é preciso dizer que ele não é o único, pois existem outras bactérias e fungos que também podem fazer com que o quadro se desenvolva. 

Mas, além disso, alguns hábitos do cotidiano também podem desencadear a foliculite, como por exemplo:

  • Uso de lâminas de barbear de forma agressiva ou sem a presença de cremes ideais para a retirada dos pelos;
  • A frequência do uso de roupas muito apertadas e causam a retenção de umidade;
  • Picadas de insetos;
  • Presença de acne, cravo ou dermatite;
  • Feridas cirúrgicas;
  • Uso frequente de produtos que causam irritação na pele;
  • Obesidade;
  • Hiperidrose ou suor em excesso;
  • Portadores de diabetes, HIV ou outras doenças que podem causar danos ao sistema imunológico.

É bastante comum também que a foliculite se instale em pessoas que já apresentam algum tipo de doença de pele, ou que tenham passado por algum trauma ou lesão. 

Qual a duração da foliculite ?

A duração vai depender do tipo e também do grau da inflamação. Em casos mais simples, elas duram em média de 5 a 10 dias. Porém, é possível que ela passe a ser um problema crônico e que requer um tratamento por um período maior. 

É bom dizer que o tempo também irá variar de acordo com os cuidados adotados, então quanto mais cuidados com a higiene e uso de cremes recomendados pelo médico, mais rápido a inflamação será resolvida. 

Métodos de tratamento para a foliculite 

Os métodos utilizados para o tratamento variam de acordo com a gravidade, tipo e causas. Quando a foliculite se apresenta em um grau mais leve e é causada pelos próprios hábitos, como se barbear, usar roupas apertadas e outros, o tratamento é bem simples. Agora em casos mais graves o cenário muda. 

Veja:

Casos simples

Nesses casos, recomenda-se o uso de compressas mornas e úmidas no local, várias vezes ao dia. De acordo com os especialistas, o uso de água morna com uma colher de chá de sal faz com que a drenagem seja ainda mais rápida. 

Deve-se também manter bons hábitos de higiene e implementar o uso de sabonetes antissépticos. As pomadas e cremes indicados pelas dermatologias também podem entrar no tratamento.

Casos graves

Os casos graves geralmente acontecem quando o quadro é instalado a partir de um processo infeccioso. Assim, os profissionais costumam indicar o uso de antibióticos via oral. Isso diminuirá a inflamação e ainda fará com que a bactéria ou fungo seja eliminado.

É possível que surjam abscessos maiores que necessitem de intervenção cirúrgica para eliminar o pus. 

Como prevenir a foliculite?

É fato que o melhor tratamento é a prevenção, então é preciso incluir algumas práticas na rotina diária para evitar o surgimento do problema. Para ajudar, abaixo estão algumas ações preventivas:

  • Lave bem as mãos, principalmente, após tocar em alguma lesão existente no corpo;
  • Troque os produtos de higiene para aqueles que façam uma limpeza mais profunda na pele, como é o caso de sabonetes antissépticos;
  • Tenha cuidado ao entrar em piscinas e banheiras. Verifique se água está bem tratada e não se esqueça de tomar banho após o uso;
  • Evite o uso de roupas justas por muito tempo. Uma dica é aproveitar os momentos em casa para usar roupas mais leves;
  • Durante a depilação ou retirada da barba, passe água morna na região e tenha um cuidado especial na hora de utilizar a lâmina;
  • Beba bastante líquido e qualquer sintoma incomum na pele, procure um dermatologista o quanto antes.

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A Dra. Júlia Ocampo é médica formada pela UERJ e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Tem uma ampla experiência no tratamento de doenças e inflamações da pele, trazendo uma excelente e inovadora relação médico-paciente em cada consulta.

Por isso, a sua clínica carrega um histórico positivo de tratamentos, com um elevado grau de satisfação entre seus pacientes. Isso se dá pelo foco em satisfazer as necessidades sem que as características individuais de cada um sejam perdidas. 

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